domingo, 23 de agosto de 2009

Eu te amo

Nada melhor do que uma boa melodia e uma letra maravilhosa.
Vai Francisco!


Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás se fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir

domingo, 9 de agosto de 2009

Tenho raiva da ausência repentina; do não aparecer e não ligar; do achar que sumindo, sem mostrar os porquês, facilita tudo; do amor; do álcool; dos óculos; da perfeição; da insanidade; da ressaca; da rejeição.

Tenho raiva da saudade; do dia seguinte; da falta de sinceridade; das cartas não enviadas; das conversas mal acabadas; do silêncio; do calor insuportável; do cigarro desperdiçado.

Tenho raiva da música; do sofrimento; do exagero; do problema; da incompreensão; da procura em vão; da fraqueza; das palavras não ditas; do medo; da fuga; da solidão; da multidão; da pena.

Raiva por não querer uma solução.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009


Sempre falta alguma coisa. É impressionante como as pessoas nunca estão satisfeitas com o que têm, com o que as rodeiam... Os desejos e as vontades não têm fim e sempre estamos à procura da vida completa, ideal. Quando vamos perceber que isso não é possível e que uma peça, sim, sempre estará faltando?

O espaço sempre estará ali, esperando que uma pessoa ou alguma coisa chegue e o preencha perfeitamente.