quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Samba e amor

Pensei muito em você hoje, como sempre, mas senti uma vontade. Vontade de desmanchar tudo o que a gente construiu, que eu construí. Em vários momentos do dia pensei que isso seria o melhor pra mim. Não ligo de parecer egoísta aqui, afinal, tenho todo o direito do mundo, porque você já foi um dos mais egoístas.
Como disse, quis te largar. Pensei nas consequências e mesmo assim continuei com essa ideia na cabeça durante o resto do dia, o início da noite...
Vejo o descaso batendo aqui na minha porta. Eu o sinto todos os dias, depois que te encontro. Você pode me achar louca e, de novo, egoísta. Vai querer me convencer de que me fala coisas verdadeiras e de que é um absurdo eu pensar em "descaso". Não tem jeito, meu moço, não consigo pensar de outra maneira. Se eu quero que você me convença? Não.
Eu quero sentir a felicidade sem precisar implorar.
A sensação de vazio reaparece toda segunda feira e você a faz sumir, do jeito que só você sabe, às sextas feiras. Quatro dias de vazio, esperando por um sinal, é muito pra mim. Já não tenho mais físico pra isso. Estou exausta. Sua ausência me cansa, me angustia, me preocupa e entristece.
Daqui algumas horas eu vou mesmo sentir teu cheiro e não apenas esse que está na minha memória. Você cheira bem e talvez seja por isso que não consigo nunca te falar tudo que precisa ouvir. Golpe baixo. Mas quem sabe a ideia de me soltar de você não esteja na minha cabeça ainda, lá pelas onze?

Quero mostrar a felicidade pra quem quiser ver.


(Não tenho certeza, mas deve ser a tal da tpm.)

2 comentários:

M. disse...

vou me abster de comentários, mas gostei.

M. disse...

por que eu sou a última da sua lista de "importantes"?
:~~~